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Brasil registra menor nível de fome da série histórica e mantém saída do Mapa da Fome

O Brasil registrou, entre 2023 e 2025, o menor nível de insegurança alimentar severa desde o início da série histórica acompanhada pela FAO. De acordo com o relatório SOFI 2026, divulgado nesta terça-feira (21), o indicador chegou a 0,6% da população brasileira.

O resultado representa uma redução superior a 91% em relação ao período de 2020 a 2022, quando a insegurança alimentar severa alcançou 8,5% e aproximadamente 17,9 milhões de brasileiros enfrentavam restrições graves de alimentação. Cerca de 16,7 milhões de pessoas deixaram essa situação desde o pior momento registrado.

Com o novo resultado, o Brasil permanece fora do chamado Mapa da Fome da ONU. A classificação considera a proporção da população que não consegue obter regularmente as calorias necessárias para uma vida saudável. No país, o indicador ficou abaixo do limite de 2,5% utilizado pela FAO.

O acesso à alimentação saudável também apresentou melhora. A parcela da população sem recursos financeiros suficientes para manter uma dieta saudável caiu de 31,2%, em 2021, para 21,1% em 2025. A diferença representa aproximadamente 20,5 milhões de pessoas.

Segundo a FAO, fatores como crescimento econômico, geração de empregos, aumento da renda e menor pressão sobre os preços dos alimentos contribuíram para a melhora dos indicadores brasileiros. Em 2025, o desemprego chegou a 5,6%, enquanto a renda domiciliar per capita atingiu R$ 2.264.

Apesar dos avanços no Brasil, o cenário mundial permanece preocupante. A fome ainda atingiu cerca de 645 milhões de pessoas no mundo entre 2023 e 2025, segundo o relatório produzido pela FAO em parceria com FIDA, PMA, OMS e UNICEF. A organização alerta que o alto custo de uma alimentação saudável continua sendo um dos principais obstáculos para a erradicação global da fome.

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